Maio e a Guerra

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Segundo a revista Super Interessante Edição Especial do mês de Outubro de 2015 nº0007 (3,95€), tem como tema "A Vida No Ano 1000".  Nas páginas 56-57, há a explicação histórica de um mês nessa época. Trata-se do mês de Maio, o mês da guerra. "Enquanto os campos floresciam" das actividades agriculas do mês de Março, "as ambições humanas fervilhavam ao calor do sol. Era momento de voltar às armas, adormecidas durante o inverno."[1]

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É um artigo pequeno sobre a arte da guerra no primeiro milénio, não obstante também há que acrescentar algumas ideias e acontecimentos no mesmo período. Afonso X rei de Castela e Leão de 1252 até a sua morte em 1284, entre estas datas escreveu mais de duas dezenas de trovas, cantigas de escárnio e cantigas de amigo. Entre elas sobressai-se a Cantiga de Escárnio e Maldizer com o titulo "O que da guerra levou cavaleiros"[2][3][7][8] com o tema das guerras e o mês de Maio. O tema é: quem não combateu, não pode vir à festa - muito concretamente as festas de Maio, as Maias[4]. A Festa das Maias eram uma antiga festividade celta, que celebrava o início do Verão.


"O mês de Maio era também o mês do alardo, ou seja, do recenseamento das tropas para os combates da primavera e do verão."[3]

Pero Gomes Barroso escreveu[5][6] também uma cantiga alusiva à festa e aos nobres que faltavam aos dias de recenseamento das tropas. 

Notas:
[1] - Página 56 - Revista Super Interessante Outono 2015
[2] - Cantiga nº 500 - Cantigas Medievais Galego-Portuguesas [Cantiga nº 500]
[3] - Página 88 - Cantigas de Escárnio e Maldizer dos Trovadores e Jograis Galego-Portugueses - Graça Vieira Lopes - Editorial Estampa 2002 (1ª Edição)
[4] - As Maias (Folclore) [Wikipedia]
[5] - Cantiga nº 1478 - Cantigas Medievais Galego-Portuguesas [Cantiga nº 1478]
[6] - Página 425 - Cantigas de Escárnio e Maldizer dos Trovadores e Jograis Galego-Portugueses - Graça Vieira Lopes - Editorial Estampa 2002 (1ª Edição)
[7] - Versão musical [Audio]
[8] - Versão musical Video [Youtube]

Notas complementares:
Algunas consideraciones sobre la cantiga O que da guerra levou cavaleiros de Alfonso X [PDF] 
As imagens presentes neste post são propriedade da revista Super Interessante.

Dom Afonso Henriques - O Homem que deu forma a Portugal

Este homem aqui jacente aos meus olhos foi em tempos distantes o filho, o homem, o rei que deu rosto e forma a Portugal. Abdicou de muito para ter este pedaço de terra que mal governado vai sobrevivendo ano a pós ano às invasões, não de muçulmanos, mas de uma politica que tem como objectivo extorquir o pouco que o pobre ganha, para dar ao rico que nada faz para o merecer. Se em tempos distantes havia uma certa justiça aplicada pela força da espada, hoje a justiça é aplicada pela força da caneta e das palavras, da tão acalmada democracia e liberdade. Antes era o pobre que decidia se o país seria rico ou não, hoje é o rico que quer fazer mostrar ao pobre que a terra onde vivem é rico. De pouco ou nada vale aplicar a justiça num país que agora está imundo, empestado de maus gestores de contas, de pessoal, de dinheiros, de tudo o que pudermos imaginar. Portugal já não é o Portugal de ontem, hoje é um país do "Se calhar ter Ébola, tem-se a Ébola, que havemos de fazer? É da crise! Esta aceitação, esta doença que vai afectando os portugueses, (não muito, o que é bom) acaba por nos deixar cegos, quase mortos, quase mendigos das próprias ideias, das próprias vidas. Mas é sabido que quando se sente as forças e a vida a ir embora, eis que se volta à carga ganhando tudo.

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Homem altivo e de larga estatura, medindo dez palmos (dois metros e vinte centímetros)[1][2] Foi o homem que deu ao povo lusitano a vitória merecida depois de centenas de invasões Árabes, Romanas e de tantos outros povos cujo o nome se apagaram da pedra perde-se com o tempo

Hoje jaz no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, onde pode ser visto e admirado por quem lá entre. Hoje local de rezas e cerimónias religiosas, já pouco valor se dá ao homem que ergueu portugal com a espada na mão e uma perna partida. Há uma falta de orgulho pelo homem que jaz em Coimbra, pelo homem que foi. Camões é o ultimo rei dos portugueses, e de certo que é de louvar tal talento para a escrita, mesmo que admire Camões, também é de admirar que Henriques, o homem que foi no tempo em que viveu, nas coisas pequenas que fez para hoje se ter muito. Mesmo que a data da publicação não seja o dia 5 de Outubro, o dia em que Portugal ficou livre de amarras como as que vivemos hoje, lanço o texto na mesma para comemorar o homem que fez para merecer o lugar de rei que teve durante 42 anos e vivendo os seus longos 76 anos.

Considerando Camões como um Deus, Viriato é o Cristo e Afonso Henriques o espírito da nossa cultura, que aos poucos se vai apagando, tanto dos livros como das memórias.

Curiosidades:
Alfonsus Henriquez (Nome Antigo)
Alfonso Henriq (Túmulo)
Alfonso Henríquez (Espanha)
Afonso Henriques (Portugal)

[1] - http://andancasmedievais.blogspot.pt/2013/02/afonso-henriques-em-3d.html
[2] - http://www.vidaslusofonas.pt/d.afonso_henriques.htm
Calhar - http://www.priberam.pt/dlpo/calhar
Img.1 - Foto da minha autoria.